Heber Roberto Lopes transmite experiência em curso
Heber Roberto Lopes. Quando se fala em arbitragem brasileira logo surge este nome. O árbitro é uma lenda do ofício no país. Aos 45 anos, ele tem um currículo de fazer inveja. São quatro finais de Copa do Brasil, mais de cem jogos Conmebol e FIFA, incluindo a final da última Copa América, e exatas 434 partidas pela CBF. Este último número é um recorde que dificilmente será quebrado.

Foto: Marcos Paulo Rebelo/CBF.
– É uma ferramenta que veio para ser o olho digital. O olho humano não consegue mais acompanhar. Tenho o auxílio tecnológico em outros setores e no futebol não pode ser diferente. Essa ferramenta veio para suprir as deficiências que a equipe de arbitragem comete. Aqueles erros mais claros, gigantes… A tecnologia será importante para que este tipo de problema seja sanado. A dinâmica da arbitragem continua. Essa ferramenta vem para agregar. Existe todo um procolo a seguir, não se pode ter interferência sempre, são quatro situações protocolares apenas – afirmou.
A arbitragem brasileira passa por um momento de transição no quadro. Como o mais experiente na função, Heber enxerga com bons olhos a mudança e faz elogios aos árbitros jovens que estão surgindo.

Com uma experiência única traduzida pelos números citados anteriormente, Heber pode falar com autoridade sobre a arbitragem. Ao comentar o status e respeito adquiridos pelos árbitros e assistentes brasileiros na América do Sul e no resto do mundo, o paranaense aproveita para transmitir conselhos aos jovens que estão ingressando no ofício.
– Eu tive o prazer de atuar com grandes árbitros, renomados, que apitaram Mundial, Olimpíada… E a cada jogo que eu participava com esses árbitros eu tinha a preocupação de escutar. Cada um tinha a sua particularidade, mas o objetivo de todos era conquistar torneios importantes, jogos importantes, e o Campeonato Brasileiro, que é uma vitrine muito grande. Hoje, atuando pela CBF, esses árbitros tem de dar valor ao Campeonato Brasileiro. É através dele que se busca as competições internacionais. A arbitragem brasileira, não só aqui na América do Sul, como em qualquer lugar do mundo, quando você entra em campo e o sistema de som anuncia: ‘equipe de arbitragem, árbitro tal, Brasil’, você sente que a torcida recebe com bons olhos. Diria a esses árbitros (iniciantes) que estão em uma das confederações mais respeitadas do mundo, que se dedicassem, ouçam as pessoas mais velhas, e não deixem os pilares mais importantes de lado, físico, social, mental, técnico… Tudo isso. Quando forem solicitados para atuar em competições internacional, sejam recebidos de maneira natural. Diria a eles que se preparem nessas atividades para que quando o convite chegar estejam prontos – finalizou.
